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A parábola da dracma perdida, ou da moeda perdida, faz parte de um conjunto de três parábolas irmãs.

A primeira é a parábola da Ovelha Perdida, a segunda é a Dracma Perdida, enquanto a terceira é a parábola do Filho Perdido (ou o Filho Pródigo). Todas essas parábolas tem como objetivo demonstrar a satisfação de Deus em recuperar os perdidos do mundo.

“Ou, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e, perdendo uma delas, não acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontrá-la?

E quando a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida’.

Eu digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”.

Lucas 15:8-10

Contexto histórico

Mulher como protagonista

Em primeiro lugar, devemos ressaltar que todos os personagens dessa parábola são mulheres.

A personagem principal é uma mulher, e assim como muitas mulheres do tempo de Jesus devia passar a maior parte do tempo dentro de casa. Depois de encontrar a moeda perdida, entra em cena amigas e vizinhas, outras mulheres.

Esse detalhe é importante porque revela que Jesus se preocupava com quem estava ouvindo ele. Nessas três parábolas irmãs, a da ovelha perdida comunica de forma especial com os trabalhadores do campo; a da moeda perdida fala em especial com as mulheres da época; enquanto a do filho perdido comunica com os pais, mães e filhos.

A Dracma

O segundo detalhe importante é a dracma. A maioria dos estudiosos concorda que o valor dessa moeda era o equivalente a um dia de trabalho braçal. A moeda era pequena e feita de prata.

Muitos perguntam quanto valeria um dracma nos dias de hoje. Essa resposta não é definitiva, mas a melhor forma de saber é pegar o valor do salário mínimo atual, e dividir pelos dias trabalhados.

Dessa forma, por exemplo, se o salário mínimo atual fosse mil reais, e os dias úteis de um mês totalizassem 23, o pagamento de um dia seria de R$43,47.

A dracma simboliza as pessoas, veja também A Dracma Perdida – você tem valor para Deus.

As Casas

A forma que as casas eram construídas importa muito nessa parábola. O chão das casas mais pobres costumavam ser de terra batida, logo era cheia de poeira e terra.

Além disso, nos atuais sítios arqueológicos, muitas moedas antigas são encontradas em fissuras no chão. Dessa forma, podemos entender que nas casas da época era muito fácil perder uma moeda, e muito difícil encontrá-la!

A candeia era uma lâmpada, uma espécie de vela. Era um pequeno recipiente onde se enchia com óleo e um pavio ficava para fora.

A mulher precisava utilizar a candeia para procurar a moeda, até mesmo durante o dia, porque as casas de pessoas comuns, quanto mais dos pobres, não tinham janela. O máximo de luz do sol que entrava era através da porta, ou quando muito de uma pequena janela feita para entrar ar.

A mensagem da parábola

Essa parábola demonstra, através da felicidade e importância que a mulher dá à moeda perdida, que o próprio Deus se alegra com uma pessoa que se arrependeu de seus pecados. Esse é o núcleo de significado.

Jesus está no meio de publicanos, prostitutas, doentes e demais ‘pecadores’, enquanto é acusado pelos fariseus e mestres da lei. Através dessas três parábolas, Jesus demonstra que Deus se alegra e se importa com os perdidos que foram achados, com os pecadores que se arrependeram, muito mais do que com aqueles que se consideram justos.

Não é correto atribuir significado a cada elemento da parábola. A poeira do chão não é o pecado, Jesus não é a candeia nem a vassoura. Quando Jesus diz que “da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”, fica claro que o grande destaque da parábola é a alegria da mulher.

Veja também sobre a Parábola do Semeador.

Bibliografia:

HARRISON, E. F. (2017). Comentário bíblico Moody: volume 2. São Paulo: Batista Regular do Brasil.

KEENER, C. S. (2017). Comentário histórico-cultural da Bíblia : Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova.

https://www.bibliaon.com/dracma_perdida_explicacao_da_parabola/

Sobre o autor

Sérgio Bento De Sepúlvida Júnior

Sérgio Bento De Sepúlvida Júnior

Sócio Administrador e Escritor

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