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O dono da Tesla e o CEO da VW, Herbert Diess, estariam se aproximando – e isso pode mudar completamente a indústria automobilística

Recentemente, o CEO da VolkswagenHerbert Diess, postou em seu perfil no LinkedIn sobre o encontro que teve com o CEO da TeslaElon Musk, na Alemanha, em setembro. Musk estava em Berlim para visitar o canteiro de obras da nova fábrica da sua empresa, além de participar de reuniões com políticos locais.

Antes de voltar para casa, o empreendedor foi conhecer os novos veículos elétricos da Volkswagen, batizados de VWID3. Diess lembrou a Musk que os carros eram “convencionais”, e não “máquinas de corrida”.

Segundo o relato de Diess, Musk teria apenas rido, sem se alabar, e dito: “Sim, eu só queria ver como é a aceleração. Qual é o pior que poderia acontecer?”, batendo o pé no pedal. Depois do teste, o CEO da Tesla elogiou a direção do carro, embora não tenha se impressionado com a velocidade.

O especialista em inteligência emocional Justin Bariso analisou o relato como “um encontro amigável entre rivais amigáveis”. Na visão dele, alguns fatos que ocorreram depois daquele dia mostram que ambos executivos sabem como fazer a inteligência emocional trabalhar a favor deles.

Em 2014, Musk havia anunciado em seu blog que não iniciaria processos de patentes contra qualquer pessoa, de boa fé, que usasse a tecnologia da Tesla – embora a empresa tenha demonstrado publicamente preocupação de que grandes montadoras os copiassem.

Na época, ninguém parecia ter dado muita atenção para o empreendedor. “Nossa verdadeira competição não é o pequeno conta-gotas de carros elétricos que não sejam da Tesla sendo produzidos, mas sim a inundação de carros a gasolina saindo das fábricas do mundo todos os dias”, escreveu Musk. Seis anos depois, as ações da Tesla dispararam, com capitalizações superiores à da Volkswagen, Toyota e GM juntas.

Bariso analisa que esse resultado foi impulsionado pela grande mudança nas visões da sociedade sobre energia sustentável e veículos elétricos. Assim, as montadoras começaram a correr atrás de construir os próprios legados.

O especialista diz que Musk, hoje, poderia ter se concentrado em dizer: “Eu avisei”. Em vez disso, ele ficou feliz em creditar Diess e a VW por seus esforços. “Herbert Diess está fazendo mais do que qualquer grande montadora para entrar na ‘eletricidade’”,  tuitou o dono da Tesla no ano passado. “O bem do mundo deve estar em primeiro lugar. Para constar, ele tem o meu apoio.”

Bariso diz que, ao elogiarem um ao outro, em vez de alfinetar, e ao se concentrarem em buscar maneiras de cooperar, em vez de maneiras de competir, tanto Musk quanto Diess estão abrindo portas – e isso pode levar a grandes coisas no futuro.

Há alguns meses, Musk encontrou um artigo no Twitter que destacava as tentativas das montadoras alemãs de preencher a lacuna entre a tecnologia da Tesla e a sua própria. Em resposta, Musk tuitou:

“A Tesla está aberta ao licenciamento de software e ao fornecimento de motores e baterias. Estamos tentando acelerar a energia sustentável, não esmagar os concorrentes.”

Ainda não se sabe se as empresas farão, de fato, uma parceria, mas o especialista analisa que tanto Diess quanto Musk ensinaram uma lição valiosa que qualquer pessoa no mundo dos negócios deve prestar atenção: “Para alcançar sucesso, concentre-se em fazer amigos, não inimigos.”

https://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/Gestao-de-Pessoas/noticia/2020/11/elon-musk-teve-uma-reuniao-privada-com-o-ceo-da-volkswagen-e-deu-uma-licao-de-inteligencia-emocional.html

 

Sobre o autor

Sérgio Bento De Sepúlvida Júnior

Sérgio Bento De Sepúlvida Júnior

Sócio Administrador e Escritor

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